Você sabia que é possível identificar sinais iniciais da epicondilite lateral em casa e, com isso, saber quando é o momento certo de procurar um ortopedista?
Se você sente dor na parte externa do cotovelo ao realizar movimentos repetitivos com o braço ou a mão, pode estar diante de um quadro de epicondilite lateral, popularmente conhecida como cotovelo de tenista.
Embora o diagnóstico definitivo só possa ser feito por um especialista, alguns testes simples ajudam a perceber que algo não está normal e servem como um sinal de alerta precoce.
A epicondilite lateral é caracterizada por dor na região lateral do cotovelo, causada pela sobrecarga dos tendões responsáveis pela extensão do punho e dos dedos.
Apesar do nome, essa condição não é exclusiva de atletas. Qualquer pessoa que realize atividades repetitivas com o braço pode desenvolver o problema, como:
Digitar por longos períodos
Usar ferramentas manuais
Carregar peso com frequência
Realizar tarefas domésticas repetitivas
O termo “cotovelo de tenista” surgiu porque o tênis exige movimentos constantes de extensão e rotação do antebraço, o que favorece o surgimento de microlesões nos tendões que se inserem no epicôndilo lateral, uma região óssea localizada na parte externa do cotovelo.
Com o tempo, essas microlesões podem evoluir para um processo inflamatório e degenerativo, causando dor e limitação funcional.
Os sintomas mais comuns incluem:
Dor na parte externa do cotovelo, que pode irradiar para o antebraço e dorso da mão
Aumento da dor ao segurar ou apertar objetos, como uma xícara, uma chave ou uma sacola
Desconforto ao realizar movimentos de extensão do punho ou rotação do antebraço
Sensibilidade aumentada ao toque na região do epicôndilo lateral
Diminuição da força de preensão
Dor que piora com atividades repetitivas e melhora com o repouso
Esses sinais costumam surgir de forma progressiva e, se ignorados, tendem a se intensificar.
Apesar de ser possível identificar sinais iniciais em casa, somente o especialista pode confirmar o diagnóstico com segurança. Durante a consulta, realizamos:
Avaliação clínica detalhada
Investigação do início da dor e atividades que agravam os sintomas
Exame físico cuidadoso
O exame físico inclui:
Identificação precisa do local da dor
Avaliação da força muscular
Testes específicos que reproduzem os movimentos dolorosos
Esses testes ajudam a diferenciar a epicondilite lateral de outras causas de dor no cotovelo, como:
Lesões ligamentares
Compressões nervosas
Alterações articulares
Quando necessário, solicitamos exames complementares:
Ultrassonografia, que pode identificar alterações nos tendões, embora apresente limitações diagnósticas
Ressonância magnética, que oferece uma análise mais detalhada e auxilia no planejamento do tratamento
O tratamento depende do tipo de alteração encontrada no tendão. De forma geral, existem duas situações principais:
Nesse caso, há inflamação dos tendões sem alterações estruturais relevantes.
O tratamento inclui:
Interrupção ou ajuste de movimentos repetitivos
Correções posturais no trabalho, no esporte e durante o sono
Medidas complementares, como infiltrações para controle da inflamação
Com o manejo adequado, em poucas semanas é possível recuperar a qualidade de vida e retomar as atividades de forma progressiva e segura.
Na grande maioria dos casos, a epicondilite lateral apresenta excelentes resultados com o tratamento conservador. Entretanto, cada caso deve ser avaliado de forma individual.
Entre os recursos modernos utilizados, destacam-se infiltrações com ácido hialurônico, que atuam como estimuladores biológicos da cicatrização, reduzindo dor e acelerando a recuperação funcional.
A cirurgia é reservada apenas para os casos em que o tratamento conservador não gera o resultado esperado.
Ela pode ser realizada por:
Via aberta
Artroscopia
Em ambos os casos, o objetivo é:
Remover o tecido fibroso
Estimular a vascularização local
Promover a reinserção do tendão, favorecendo sua recuperação
O pós-operatório costuma ser bem tolerado. Atividades leves, como digitar ou usar o celular, geralmente são liberadas nos primeiros dias. Entre um e dois meses, o retorno às atividades físicas é comum.
Embora alguns sinais possam ser percebidos em casa, o diagnóstico correto da epicondilite lateral depende da avaliação do especialista em ombro e cotovelo.
A condição é progressiva e, quando não tratada adequadamente, tende a se agravar.
Por isso, contar com um ortopedista especialista é fundamental para:
Confirmar o diagnóstico
Definir o tratamento mais adequado
Reduzir o risco de complicações e recorrência
Se você sente dor no cotovelo ou suspeita de epicondilite lateral, clique AQUI e agende sua avaliação.
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